Em 20 de março de 2026, uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) discutiu a Campanha da Fraternidade 2026, com foco no déficit habitacional no estado e no país.O evento, presidido pelo deputado Francisco do PT e subscrito por Divaneide Basílio (PT), Hermano Morais (PV) e Ubaldo Fernandes (PSDB), reuniu autoridades como o arcebispo metropolitano Dom João Santos Cardoso, o deputado federal Fernando Mineiro (PT), o coordenador da Campanha da Fraternidade no RN, Padre Rodrigo Paiva, além de pesquisadores, gestores públicos e representantes de movimentos sociais.As discussões destacaram a necessidade de ampliar investimentos e garantir a continuidade das políticas públicas habitacionais com foco nas populações mais vulneráveis. O deputado Francisco ressaltou a tradição da ALRN em discutir temas da Campanha da Fraternidade, que desde 1962 articula fé e compromisso social, enfatizando que este ano o tema da moradia digna é central.Dom João Cardoso reforçou a urgência do debate, apontando para as más condições de moradia enfrentadas por muitas famílias brasileiras. Ele enfatizou que essa realidade compromete a dignidade humana e requer políticas eficazes e compromisso com a justiça social.A deputada Divaneide defendeu o engajamento coletivo para ampliar o alcance da campanha e manter o tema da moradia como pauta permanente de direitos e cidadania.A professora Dulce Bentes, da UFRN, apresentou dados preocupantes sobre o aumento do déficit habitacional, especialmente em Natal, ressaltando que o crescimento das comunidades urbanas evidencia a descontinuidade das políticas públicas. Ela também destacou o papel fundamental dos movimentos sociais para ativar essas políticas.O deputado Fernando Mineiro fez um histórico dos desafios da política habitacional, mencionando a criação do Ministério das Cidades em 2003 e programas como Minha Casa Minha Vida. Ele comentou sobre a complexidade de reconstruir políticas, que envolvem além da estrutura material também a esperança das pessoas.Hermano Morais chamou atenção para a importância do debate e defendeu maior coordenação entre os entes federativos para enfrentar o déficit habitacional, destacando o papel do Legislativo.Ubaldo Fernandes trouxe exemplos concretos da região Leste de Natal, citando avanços e desafios relacionados à regularização fundiária e o impacto do déficit habitacional em famílias de baixa renda.Welington Bezerra, do Movimento de Luta por Moradia Popular, cobrou políticas estruturais e igual valorização dos movimentos sociais, ressaltando conquistas recentes e desigualdades persistentes.A secretária estadual Íris Maria de Oliveira destacou as ações do governo, incluindo a aprovação de 10 mil unidades habitacionais em 140 municípios, indicando esforços para ampliar o acesso à moradia, especialmente no interior.Por fim, o padre Rodrigo Paiva ressaltou a importância da moradia como direito fundamental e espaço de proteção e identidade, alinhando sua fala ao chamado coletivo da campanha para ampliar políticas públicas e compromisso social pelo tema.
Créditos: Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte
Audiência na ALRN debate Campanha da Fraternidade e déficit habitacional
Mercado Econômico
23 de março, 2026
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